O ex-ministro da Saúde Nelson Teich admitiu, durante entrevista à Globo News na noite deste domingo (24), que uma divergência com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao uso da cloroquina em pacientes com coronavírus influenciou em seu pedido de demissão.

“É óbvio que a opção por antecipar o uso teve peso, porque é uma escolha. O presidente achava melhor antecipar, e eu achava que não. Houve uma divergência”, disse o oncologista.

Teich permaneceu menos de um mês no cargo de ministro da Saúde, em substituição a Luiz Henrique Mandetta (DEM), que foi demitido por Bolsonaro após discordar do presidente sobre a flexibilização do isolamento social durante a pandemia. Atualmente, o general Eduardo Pazuello assumiu, interinamente, o cargo. Ele já mudou o protocolo da pasta, recomendando o uso da substância também para pacientes com sintomas leves.