SÉRIE | História do Brasil — Portugal um país templário (6)

Poucos são os brasileiros que se atentam para o fato de ser Portugal um país templário. Foi vital a importância que os Templários tiveram para a fundação de Portugal. O que para mim, é algo muito revelador. Qual é o país mais cristão e mais devoto do velho mundo?

Portugal está localizado no sudoeste da Europa, na zona ocidental da península ibérica. Foi ocupado por celtas, galaicos e lusitanos, na pré-história – integrado à República Romana posteriormente, além de ter sido colonizado por povos germânicos, como os suevos e os visigodos. No século VIII, as terras foram conquistadas pelos mouros, fazendo parte do Califado de Córdoba. Aqui começa a nossa jornada. A história de Portugal se entrelaça com a Ordem dos Cavaleiros Tempários desde a fundação dessa.

Primeira Cruzada

“Tomai a estrada para o Santo Sepulcro; arrebatai a região à raça perversa e sujeitai-a ao vosso domínio” disse o Papa Urbano II, em 1095, em Clemont, França, ao exortar o povo a iniciar a primeira Cruzada. Ele conclamou os cavaleiros e nobres feudais a cessarem a guerra que travavam entre si para que socorressem os cristãos que viviam no oriente. Após a primeira cruzada a Ordem foi fundada, em 1118, no palácio adjacente à Mesquita de Al-Aka onde ficava o Templo de Salomão, por Hugo de Payens e mais oito cavaleiros. Sendo dois desses os portugueses: D. Pedro Arnaldo da Rocha (Frei Arnaldo) e Fr. Gondomare, filhos de famílias do Condado Portucalense. O Primeiro chegou a ser procurador e o terceiro mestre do Templo de Portugal. Em 1139, na Bula “Omne datum optimum” a Igreja Católica reconhece oficialmente a Ordem e lhe dá proteção.

Nessa época, a Península Ibérica estava dominada pelos Islâmicos e se dava a chamada reconquista. Teresa de Leão, condessa do condado Portucalense (Fundado 868 por Vímara Peres), filha de Afonso VI de Leão e Castela, que casou com D. Henrique de Borgonha (bisneto de Roberto I de França) e foi mãe do primeiro Rei português Afonso Henriques, foi  quem trouxe para Portugal os Templários. Por volta de 1126, D. Teresa realiza a primeira doação aos Templários da vila de Fonte Arcada, atual concelho de Penafiel, e em 1127 ela  patrocina a instalação da Ordem no Castelo de Soure, na linha do rio Mondego – Local onde vieram a constituir sua sede – sob o compromisso de colaborar na conquista de terras sobre os Muçulmanos. Foram eles uma das forças estabilizadoras de seu poder político. Ela entregou a eles a educação de seu filho Afonso. Os Templários foram de vital importância na formação mítico-guerreira que deram ao rei, fazendo dele o designado por Deus para o nascimento de um novo reino, que foi terra mãe de tantas façanhas.

D. Afonso nasceu com paralisia nas pernas. Egas Moniz, que cuidava do infante, teve um sonho em que lhe apareceu Nossa Senhora. A Santa lhe mandou ir ao cárquere (na região de Viseu), cavar num local onde encontraria relíquias, e ali deveria construir uma igreja e colocar a criança por uma noite em vígilia. A construção terminou quando ele tinha 5 anos. Tudo procedeu como indicado e no dia seguinte a criança andou e correu. O Conde D. Henrique mandou então construir um mosteiro em agradecimento.

“Douvos e concedo-vos o tal Castello com todos seos foros que são e forem para vós os tenhais firmemente, e todos vossos sucessores para sempre, e esta doação faço, não por mando ou persuasão de alguem, mas por amor de Deos, e por remedio de minha alma, e de meus pais, e pelo cordial amor que vos tenho por e porque em a vossa irmandade e em todas vossa boas obras sou irmão… Eu o infante D. Affonso, com minha mão roboro essa carta. (excerto da carta que confirma a doação de Soure por D. Afonso Henriques à Ordem dos Templários, 13 de Março de 1129).

O primeiro Rei de Portugal foi, portanto, um cavaleiro templário ou confrade do templo. Especula-se que Bernardo de Claraval (São Bernardo) possa ter sido parente seu, visto que este é de família nobre da Borgonha e o pai de Afonso, Henrique de Borgonha, era filho do Duque de Borgonha. Foi Bernardo de Claraval quem escreveu as regras da Ordem religiosa dos monges guerreiros (Templários). Cuja divisa foi extraída do livro dos Salmos:

Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam
(“Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”).

O Mestre Templário Gualdim Pais, que fora nomeado cavalheiro pelo próprio Rei, era a sua sombra, conselheiro e protetor.

Um cavaleiro templário é verdadeiramente um cavaleiro destemido e seguro de todos os lados, para sua alma, é protegida pela armadura da fé, assim como seu corpo está protegido pela armadura de aço. Ele é, portanto, duplamente armado e sem ter a necessidade de medos de demônios e nem de homens.
Bernard de Clairvaux – De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood

Tudo leva a crer que os Templários e o novo Rei tenham estabelecido uma aliança, ou seja, o projeto do novo país teve apadrinhamento consciente dos monges guerreiros. Não só ajudaram na conquista das terras tomadas pelos muçulmanos, mas também exerceram labor civilizatório nessas terras – na educação de seus primeiros reis, na força espiritual e exemplo que souberam ser ante o próprio Rei – na proteção e impulso que lhe deram para que proclamasse a independência de Portugal ante ao Reino de Leão. Especula-se também que os templários conceberam em Portugal seu projeto de nação, que deveria modelar-se dentro dos princípios morais da ordem.

Desde as primeiras batalhas os monges guerreiros acompanharam o novo Rei e assumiram as posições mais perigosas. Nem tudo são flores. A guerra teve muitos revezes, ora os inimigos eram derrotados, alguns capturados e feitos de escravos, ora o mesmo ocorria com o lado português.

Conta a lenda, que antes da batalha de ourique, Jesus teria aparecido a D. Afonso dizendo-lhe que venceria a batalha e depois seria Rei. A aparição atingiu tal significância mística que justificou a independência e criação do novo país. A surpreendente vitória do jovem sobre o enorme exército sarraceno e a quantidade de despojos que ele trouxera de ourique era aos olhos da multidão, que participava da celebração, um milagre. A Batalha de ourique ocorreu em 25 de julho de 1139, e foi a batalha mais decisiva contra os muçulmanos. A bandeira portuguesa faz referência a lenda em que os cinco escudetes representam os cinco reis mouros vencidos na batalha e às Cinco Chagas de Jesus.

Escudo Português

Em 23 de maio de 1143, o Papa Alexandre III reconheceu, através da Bula “Manifestis Probatum”, o domínio dos territórios e do título de Rei. Este é um dos documentos mais importantes da história de Portugal.

É interessante notar que a filha de um dos barões mais empenhados na segunda cruzada contraiu matrimônio com D. Afonso Henriques, em 1146, quando ele combatia ferozmente o poder muçulmano.

D. Mafalda era filha de Amadeu, conde de Maurienne e de Sabóia, e sobrinha de Luís VII, rei de França.

Batalhas do Reino

Batalha de Santarém (1147)

Após a doação do Castelo de Longroiva, em 1145, para a Ordem do Templo na linha do rio Côa, a defesa do território entre os rios Mondego e Tejo ficara sob sua responsabilidade. Assim, eles apoiaram Afonso na conquista de Santarém em 1147.  Segundo revela uma memória do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, Afonso Henriques teria revelado a seus companheiros o segredo das suas intenções de conquista da vila de Santarém. Ele teria partido de Coimbra com cerca de 250 dos seus melhores homens, e, na noite de 14 de março de 1147, com o auxílio de escadas, quarenta e cinco cavaleiros escalaram as paredes, mataram os sentinelas mouros e forçaram o seu caminho para o portão – permitindo que o principal exército português entrasse na cidade. Acordados pelos gritos dos sentinelas, os mouros ainda ofereceram uma forte resistência, mas acabaram por ser derrotados e a cidade tomada, pondo, assim, fim às constantes invasões mouras de Coimbra e Leiria.

Batalha de Sacavém (1147)

Após a conquista de Santarém, Afonso Henriques preparou-se para conquistar Lisboa e assim consolidar definitivamente o Tejo e a própria independência de Portugal – o domínio do fértil vale lhe garantiria a plena auto-suficiência e assim atrapalharia os planos do Reino de Leão de re-anexar Portugal. Espalhava-se a notícia de que os cristãos já cercavam Lisboa, tornando-se imperativo reforçar as defesas a todo o custo do reduto muçulmano a Norte do Tejo.

Assim, nas proximidades de Sacavém, reuniram-se cerca de cinco mil muçulmanos oriundos de Alenquer, Lisboa e Sacavém, Óbidos, Torres Vedras, Tomar e Torres Novas, sob o comando do alcaide muçulmano de Sacavém, Bezai Zaide. Enquanto Afonso Henriques dispunha apenas de uma força de mil e quinhentos guerreiros, foi nessas condições que se iniciou a batalha, entre os atuais montes de Sintra e do Convento, junto à velha ponte romana, que era fortemente defendida pelos mouros. Venceram os cristãos.

O lado português contou com o apoio dos Cavalheiros Templários e de cristãos oriundos da França, da Alemanha e outros lugares ao norte da Europa.

Conta-se que perante a milagrosa vitória, Bezai Zaide, ter-se-ia convertido à fé cristã e sido inclusive o primeiro sacristão da ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires. Fato interessante é que durante sua ocupação, os muçulmanos teriam permitido a manutenção do culto cristão, mediante o pagamento de um dado tributo – ilzva – às autoridades islâmicas.

Cerco de Lisboa (1147)

Afonso Henriques obteve uma cruzada para tirar Lisboa do poder dos “infiéis”. Em 1145, o Papa Eugénio III convocou a Segunda Cruzada, autorizando ainda uma outra na Península Ibérica , Marselha, Pisa, Génova e outras grandes cidades mediterrânicas a participar na guerra da Reconquista.

Em 19 de maio zarparam os primeiros contingentes de Cruzados de Dartmouth, Inglaterra, constituídos por flamengos, normandos, ingleses, escoceses e alguns cruzados germanos, integrando cerca 164 navios. A frota, dirigida por Arnold III de Aerschot, Christian de Ghistelles, Henry Glanville, Simon de Dover, Andrew de Londres, e Saher de Archelle, em 16 de junho chegou a cidade do Porto.

Ora como tivéssemos chegado ao Porto, o bispo com seus clérigos veio ao nosso encontro. O rei achava-se então ausente com o seu exército, lutando contra os mouros. Feitas a todos as saudações conforme o costume da sua gente, disse-nos o bispo que já sabia que nós havíamos de chegar, e na véspera recebera do rei uma carta, em que se dizia isto:

«Afonso, rei de Portugal, a Pedro, bispo do Porto, saúde. Se porventura arribarem aí os navios dos Francos, recebei-os diligentemente com toda a benignidade e doçura e, conforme o pacto que com eles fizerdes de ficarem comigo, vós e quantos o quiserem fazer, como garantia da combinação feita, vinde em sua companhia a ter comigo, junto de Lisboa. Adeus !

Carta do cruzado inglês Osberno (séc. XII)

Sabendo da disponibilidade dos Cruzados, o Rei, convocou as suas forças para o Sul, sobre Lisboa. Ainda em junho, a frota cruzada e o exército português, encontraram-se na cidade. Os muros bem defendidos dificultaram o processo. Violentos combates impuseram o cerco cristão à cidade. Em outubro, no muro, foi finalmente aberta uma brecha pela qual entraram os sitiantes. Os muçulmanos, enfraquecidos pelas escaramuças, pela fome e pelas doenças, capitularam em 20 de outubro. Os cruzados saquearam de imediato a cidade, mas Afonso e os seus homens só entraram no dia seguinte, impondo a sua autoridade cristã, que se revelaria definitiva a partir de então.

Alguns dos cruzados continuaram a jornada para à Terra Santa. Porém, a maioria estabeleceu-se em Lisboa, aumentando o número de cristãos na cidade. Gilberto de Hastings foi eleito Bispo de Lisboa, marcando o início de uma relação Inglaterra-Portugal que se faria oficial, por meio do Tratado de Windsor ( 9 de Maio de 1386) – a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor, assinada após os ingleses lutarem ao lado da Casa de Avis na batalha de Aljubarrota. Essa mesma aliança seria o ponto provocativo para que Napoleão lançasse suas tropas contra Portugal, fazendo com que a família Real viesse a se instalar no Brasil.

Desde a conquista de Lisboa, D. Afonso fez dela a sua capital, em lugar de Coimbra, que até ali havia sido. Os Templários espalharam-se depois pela região ao sul de Coimbra, Santarém e Vale do Zêzere, assim como por toda a Beira Baixa, com especial concentração na fronteira com o Reino de Leão.

“Encontrarás mais nos bosques que nos livros; as árvores e as pedras ensinar-te-ão coisas que nenhum homem poderá dizer-te” Bernardo de Claraval

Por tu graal

Após a proclamação da independência de Portugal, começaram as conquistas dos territórios que estavam ao sul do vale do mondego. Os Cavaleiros da Ordem participaram da expansão das fronteiras do novo reino, mas sua missão era essencialmente pacificadora e povoadora.

O Castelo de Sure, sua antiga sede, havia sido destruído, em 1144, pelos muçulmanos quando estes conquistaram o local. Após as batalhas, como recompensa pelos seus feitos, em 1159, o Rei doa aos Templários o castelo de Cêra (“Castrum Caesaris“)  com vasto território do rio Tomar, junto à atual ribeira de Ceras, a cerca de duas léguas a Nordeste do lugar de Alviobeira. Era uma região com cerca de 400 km2 cujos limites geográficos estão muito próximos do atual concelho de Tomar.

Antes, em 1157, já lhes havia concedido privilégios extraordinários: inviolabilidade de propriedades e de pessoas; isenção de tributo, de serviços e de pedágios; isenção de pagamento do dízimo dos terrenos, que eles próprios cultivavam ou mandavam cultivar à sua custa. Os Templários não podiam ser capturados, nem se lhe podia exigir penalidades por crimes cometidos.

É em 1160 que os “Tempreiros”, como diriam os portugueses da era medieval, conquistam a cidade de Tomar, integrando ao reino as terras do rio Nabão, que os mouros chamaram Tomah, onde Mestre D. Gualdim Pais, viria a construir o castelo de Tomar para a sede da Ordem,  com a sua igreja e Charola (projeção arquitetônica em formato de Cruz Templária).

A construção não tem, na sua forma, tradição conhecida em Portugal. É um templo octogonal, tendo no interior uma capela igualmente octogonal, quase circular pela disposição dos pilares, no centro da qual está o altar.

Havia primitivamente uma única porta, que dava diretamente para o Convento, sendo a única serventia dos cavaleiros. Tal como outras igrejas templárias, teve por modelo a igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém.

As colunas que sustentam a cobertura, marcando o espaço da capela interior, são encimados por capiteis de inspiração orientalista ou fitomórfica.

Nas cerimônias litúrgicas ou quando em oração, os templários dispunham-se em círculo, segundo o arquétipo dos cavaleiros da Távola Redonda, buscadores do Graal.

A charola de Tomar, forma como que um círculo, sendo o central,  o do altar da mesa ou da távola, em redor do qual se alinhavam os cavaleiros. Exatamente uma távola redonda.

A Ordem recebeu ainda os domínios de Idanha e de Monsanto, sendo-lhe prometido, em 1169, um terço das terras que viessem a conquistar ao Sul do rio Tejo. No ano seguinte (1170), a chamada Linha do Tejo era reforçada com a construção do Castelo de Almourol.

Gualdim Pais enquanto Mestre consolidou ainda mais os domínios Templários em Portugal, os quais possuíam, em 1165,  os Castelos de Tomar, Almourol, Zêzere, Pombal, Idanha-a- Velha, Cêras, Cardiga, Sousa e Monsanto, Longroiva (doado por Fernão Mendes de Bragança), entre outros, além de muitas propriedades em Lisboa, Sintra, Santarém, Leiria, Évora e Beja.

Carta de doação de D.Afonso Henriques para a Ordem

Seria Portugal, porto do graal? Teria o castelo de Tomar sido o guardião do santo graal?

 

O selo utilizado por D. Afonso Henriques alimenta uma série de especulações. Nele pode-se ler: POR TU GRAL

O Santo Graal que pode ser: a taça usada na santa ceia e o cálice que José de Arimateia utilizou para coletar o sangue de Cristo.

Documentos que contém ensinamentos sagrados; o corpo de Maria Madalena e o segredo da linhagem de Cristo; ou tudo isso, ou nenhuma dessas coisas.

Essa lenda é base que sustenta outra lenda: o santo graal teria sido trazido para o Brasil pela Ordem Cristo, os herdeiros dos Templários responsáveis pelas navegações e pelo descobrimento da Terra de Santa Cruz. O artefato teria sido abrigado em algum lugar na cidade de Salvador. O Castelo de Tomar é central para entendermos a história do descobrimento oficial do Brasil, que será abordado futuramente.

Castelo de Tomar

A última Batalha

É provável que o Rei, em 1184, mantivesse com seu sucessor, o infante Sancho,  seus irmãos a corregência.
Neste ano, um forte exército almóada, chefiado pelo próprio califa Abu Iacube Iúçufe, chegara até Santarém. Com quase 70 anos, Dom Afonso Henriques “o conquistador” e primeiro Rei de Portugal, teve de voltar ao campo de batalha com os templários ao seu lado. Desta vez, Fernando II de Leão, também veio em auxílio do cunhado. Eles haviam guerreado em lados rivais anteriormente.

Contudo, uma confusão nas ordens dadas pelo califa parece ter causado desordem no acampamento muçulmano. E o califa acabou sendo ferido com uma seta de besta, vindo a falecer em 29 de julho de 1184. Sendo provavelmente essa a principal causa da retirada de seus exércitos.

Em 6 de dezembro de 1185, o Rei foi sepultado no Mosteiro de Santa Cruz com Gualdim Paes e os monges guerreiros ao seu lado – morrera aos 76 anos. Logo após Dom Sancho ter sido proclamado o segundo Rei de Portugal, os Cavaleiros da Ordem do Templo mantiveram-se ao seu lado, fiéis e vigilantes, prosseguindo com a missão que deu nascimento a Portugal.

A conquista de Lisboa, em 1147, por Afonso Henriques, coincidiu com a Segunda Cruzada. A primeira conquista de Silves, em 1189, por Sancho I, seu filho e sucessor, teve a participação da Terceira Cruzada. Ainda a conquista de Alcácer do Sal, em 1217, por Afonso II, seu neto, ocorreu no contexto da Quinta Cruzada. O que corrobora para comprovar o estreito laço entre a história de Portugal e a Ordem dos Cavaleiros Templários.

“Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” 1 Timóteo 2:4

Continua…