SÉRIE | História do Brasil — o mito fundador da nação (3)

Fenícios no Brasil

Imagem: Reprodução

No Rio de Janeiro/RJ, entre São Conrado e Barra da Tijuca, há uma grande montanha de pedra, com 842 metros de altitude, às margens do Oceano Atlântico. Sua parte superior tem a forma de uma gávea, muito comum nas antigas caravelas. Daí o nome, dado pelos portugueses: “Pedra da Gávea”.

Segundo alguns pesquisadores, as marcas existentes no topo da Pedra da Gávea não ocorreram somente por mera ação do tempo, estas seriam inscrições feitas pelos fenícios quando estiveram no Brasil.  Essas inscrições também chamaram a atenção dos Imperadores Brasileiros.

Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, amazonense, numismata, professor,  historiador e fundador do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, baseado nas pesquisas etnológicas de Onffroy de Thoron, empreendeu pesquisas arqueogeológicas. Sua obra “Inscripções”, foi apresentada pelo próprio autor a dois presidentes da República, Epitácio Pessoa e Arthur Bernardes, obtendo aprovação e financiamento do governo (Decretos 5.572 de 14/11/1928 e 18.830 de 03/07/1929). Ele foi o tradutor das inscrições abaixo:

Imagem: Reprodução

 

LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT

Lida de trás para a frente:

TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL

TYRO PHOENICIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL

– Badezir assumiu o lugar do pai no trono real de Tyro em 856 antes da era cristã.

Segundo a Eubiose, Badezir teria sido vítima de um golpe de estado posto em prática por seu irmão e teria navegado até o Brasil com um casal de filhos gêmeos, um sacerdote e parte de sua corte, composta também de alguns soldados fiéis. Sabe-se que os fenícios eram grandes navegadores. Segundo algumas fontes, os fenícios teriam miscigenado com índios brasileiros dando origem às tribos tupis e guaranis.

Consta que dois mergulhadores teriam chegado pelo mar a uma galeria encontrada na parte sudeste da pedra. Diz-se que nesse local, foram encontradas, as múmias desse casal de filhos de Badezir e que esses fatos nunca foram esclarecidos para não macular as versões oficiais do descobrimento do Brasil.

Os tamoios chamavam a “Pedra da Gávea” de METACARANGA, fazendo referência à “cabeça coroada”.

Os fenícios eram um povo comerciante, hábeis navegadores, que se estabeleceram onde hoje fica o Líbano, partes da Síria e de Israel. Eles teriam chegado ao local entorno do ano de 2300 a.C, ou antes. Segundo Heródoto, e outros historiadores, o nome Fenício vem de um apelido dado a esses povos pelos gregos, que pode se referir ao comércio da cor púrpura ou da cor da pele avermelhada deste povo. Os gregos também se referiam a eles como “povo de canaã”, ou seja, povo das terras baixas. Nos tabletes (pedras) de Amarna (Egito) do século XIII a.C, existe referência aos fenícios como canaanitas. Já de acordo com a bíblia, esse povo seria descendente de Cam e Canaã, o filho e o neto de Noé.

OBS: Salomão havia negociado com Hiram/Hirão, Rei de Tiro (Fenícia), os materiais utilizados na construção do Templo.

“Também a embarcações de Hirão, que de Ofir levavam ouro, traziam de orfir muita madeira de Almugue e pedras preciosas” I Reis 10:11


Além mar

O padre Antônio Vieira, o grande apóstolo dos indígenas brasileiros, diz em diversos pontos de seus livros, que os Tupis-Nambás, como os Tabajaras, contaram-lhe que os povos Tupis emigraram para o norte do Brasil, pelo mar, vindos de um país que não existia mais. Os fenícios tinham conhecimento dessa região e resolveram levar os Tupis em seus navios para o norte do Brasil. Quando chegaram os primeiros padres contaram-lhes aqueles acontecimentos do passado. Disseram que a metade da população das ilhas, ameaçadas pelo mar, retirou-se em pequenos navios para onde hoje é a Venezuela, mas que morreram aos milhares, na travessia. A outra metade, foi levada em grandes navios para o sul, onde encontraram terras novas e firmes.

Achados

O mergulhador brasileiro José Roberto Teixeira encontrou três ânforas, com capacidade total para armazenar 36 litros. O achado ocorreu em 1977 e foi tratado em sigilo, até que em 1978, foi revelado durante uma conferência no Museu Marinho.

O jornal O Globo publicou naquele ano: “O caso dos vasos fenícios da Baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e seu achado só foi revelado um ano depois, em 1978, com vagas informações. O nome do mergulhador que achou as doze peças arqueológicas só foi revelado posteriormente, depois de uma conferência no Museu Marinho, pelo presidente da Associação Profissional para Atividades Sub-Aquáticas, Raul Cerqueira.”

Relatos afirmam que um dos vasos ficou com o arqueólogo e os outros dois foram transferidos para a Marinha. Com capacidade para armazenar 36 litros, as ânforas estão sob a guarda do governo brasileiro em um local desconhecido.

Existem relatos sobre outro mergulhador, que encontrou nas patas de pedra, de parte submersa do Pão de Açúcar, inscrições e, que estas foram traduzidas por Ladislau de Souza Melo e Neto, então diretor-geral do Museu Nacional do Rio de Janeiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e catedrático em Ciências Naturais. As inscrições traduzidas, assim diziam:

“SOMOS FILHOS DA TERRA DE CANAÃ. SOBRE NÓS PESA A DESVENTURA E A MALDIÇÃO. EM VÃO INVOCAMOS OS NOSSOS DEUSES; ELES NOS ABANDONARAM E ASSIM MORREREMOS DESESPERADOS. HOJE É O DÉCIMO ANIVERSÁRIO DO INFAUSTO DIA EM QUE CHAGAMOS A ESTAS MARGENS. O CALOR É ATROZ, A ÁGUA É PODRE, O AR CHEIO DE REPUGNANTES INSETOS. OS NOSSOS CORPOS ESTÃO COBERTOS DE CHAGAS. Ó DEUSES, AJUDAI-NOS! TIRO, SIDON E BAAL”.

Existe ainda outro mistério que cerca o Pão de Açúcar. A Íbis esculpida, que de acordo com a luminosidade é vista com mais nitidez. Dependendo do horário, pode-se avistar uma cavidade na pedra, com cerca de 120m de altura, formando a silhueta de um pássaro. O local que parece ter sido esculpido existe de fato e inclusive serve de abrigo em escaladas. 

A íbis é uma ave especialmente conhecida na cultura egípcia, onde o deus Thoth que possuía cabeça de íbis, era considerado o deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita, da música e da magia. Os íbis sagrados (aves) da região eram considerados sua encarnação. De acordo com lendas, as íbis demarcadas pelo mundo representam locais sagrados. Há quem veja o Pão de açúcar como um moai gigante (aqueles da Ilha de páscoa) ou ainda uma esfinge (igual aquela de Gizé) desgastada pelo tempo. 

O Rio abriga também o “gigante adormecido” – “deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar, à luz do céu profundo” – Na mitologia egípcia, existe uma imagem da humanidade com um gigante deitado, tendo aos pés, acorrentada a Íbis, o pássaro sagrado do Egito. Por isso alguns dizem que os egípcios teriam estado no Rio e se inspirado no gigante deitado das montanhas cariocas para criar essa parte de sua mitologia. Detalhe: a Pedra da Gávea é a cabeça desse gigante. 


Como podem perceber os ventos do Rio de Janeiro são exímios escultores criadores de “lendas”.

Diodoro de Sicília (a.C. 80 – a.C. 20), contemporâneo de Júlio César, em seu livro 5 de história, descreve a primeira viagem dos fenícios saídos da costa da África, perto de Dacar, que atravessaram o Atlântico rumo a sudoeste, utilizando as mesmas correntezas que Cabral, muitos anos depois, usaria:

“Os navios andavam para o sul, ao longo da costa da África, mas subitamente, perderam a vista do continente e uma violenta tempestade levo-os ao alto mar. Ali, descobriram eles uma grande ilha com belas praias, rios navegáveis, com muitas serras no interior, cobertas por imensas florestas, com um clima ameno, abundante em frutas, caça e peixe e com população pacífica e inteligente”

Essas correntes oceânicas que saem da Guiné rumo ao Brasil eram conhecidas dos navegadores da antiguidade e da idade média. Portanto, isso refuta a lenda de que Cabral teria chegado ao Brasil por acaso, mas isso veremos mais adiante. Esses navegadores da antiguidade teriam retornado ao mediterrâneo e logo resolveram mandar uma expedição para estabelecer no local uma colônia. Diodoro que vivera antes da era cristã, não tinha motivo algum para inventar tal epopéia, lembro que ele escreveu 45 livros sobre história mundial! Seu conhecimento é baseado no que ele próprio pode colher de encontros que obteve com sacerdotes egípcios, na Aegyptiaca (texto de Hecateu de Abdera) entre outras fontes. Na época que vivera ainda existia a biblioteca de Alexandria.

Os Fenícios tiveram sempre muitos inimigos que invejavam suas riquezas, o que também ocorreu com os portugueses; sendo bons diplomatas, com ninguém brigavam e em toda parte procuraram estabelecer alianças políticas e comerciais. Assim, esse povo pouco numeroso, que não passava de meio milhão, espalhado por várias colônias, pode conservar, durante dois milênios, um grande domínio marítimo e colonial.

O Rei Davi havia fundado um poderoso reino que atingiu seu apogeu no longo governo de Salomão. Logo os Fenícios se mostram amigos dos seus grandes vizinhos.

Salomão no Brasil

“E enviou-lhe Hirão, por meio de seus servos, navios e servos práticos do mar, e foram com os servos de Salomão a ofir, e tomaram de lá quatrocentos e cinquenta talentos de ouro, e os trouxeram ao Rei Salomão” – 2 Crônicas 8:18

“Também o Rei Salomão fez navios em Eziom-Geber, que está junto a Elate, à praia do mar de sufe na terra de Edom” – 1 Reis 9:26

“E aliou-se com ele para fazerem navios que fossem a Trásis (tarxixe), e fizeram os navios em Eziom-Geber” – 2 Crônicas 20:36


A cidade de Trásis ou Tarshish, seria uma importante metrópole fenícia mencionada na bíblia, de localidade ainda incerta. A viagem de ida e volta durava até três anos e os produtos trazidos desse local eram muito exóticos, segundo o povo da época. Para alguns, o local ficaria no extremo oriente (Índia, China ou nas Américas). Ainda segundo a Bíblia, com o tempo, Israel passou a ter sua própria frota de Társis, que a cada três anos traziam ouro, prata, marfim, bugios e pavões. Existe um desenho feito em pedra, em Sidon, do século 2 a.C.  que mostra um navio de grande porte. Navios fenícios encontrados em escavações podiam levar até 14 toneladas de mercadorias.

Em determinado momento antes da era cristã, houve um bloqueio do estreito de Gilbraltar, não se sabe ao certo de quanto tempo; dizem que este foi ocasionado pelos descendentes dos atlantes que teriam dominado a região após o afundamento da Ilha,  o que levou a uma guerra. Os fenícios teriam se aproveitado do momento para travar uma aliança com os Tartéssios para poderem navegar na costa do atlântico. O Rei Davi sabia dos feitos marítimos dos fenícios e formou uma aliança com o Rei deste povo.

Então, Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificar uma casa. E entendeu Davi que o Senhor o tinha confirmado rei sobre Israel; porque o seu reino se tinha muito exaltado por amor do seu povo Israel.” 1 Crônicas 14

Pesquisadores têm levantado hipóteses relativas à presença judaica na América, desde o século XVI, especialmente na Amazônia. Nenhuma de nossas lendas chegou tão perto de ser comprovada como a da “Solimônia”, região da Amazônia Ocidental. O Rei Salomão teria enviado naus fenícias à vasta região dos Rios Solimões e Negro, em busca de ouro, prata, pedras preciosas e madeiras nobres para a construção do seu templo, em viagens que duravam cerca de três anos.

Em extenso ensaio, publicado em 1869 no jornal O Globo de Gênova, o francês D. Henrique Onffroy de Thoron, etnólogo do séc XIX, defendeu com ardor científico sua teoria acerca da procedência hebraica dos indígenas brasileiros. Estes seriam descendentes diretos dos tripulantes das naus do Rei Salomão, que ancoraram no “celeiro do mundo, nas desertas praias do Atlântico”. Em seu trabalho, Thoron empenha-se em demonstrar que os povos da antiguidade mais remota conheciam as Américas. 

O estudioso sabia latim, grego e hebraico, conhecia a língua tupi, e também a língua quíchua, que é ainda falada nas terras limítrofes entre o Brasil e o Peru. Na Bolívia, no Equador e no Peru ela foi adotada como uma das línguas oficiais. Thoron procurou mostrar que as três localidades bíblicas, Parvaim, Ofir e Tarshish, se situam no Brasil. Ele demonstra sua tese por meio da filologia e da linguística. Da bíblia hebraica, prova ele, palavra por palavra, que a narração dada no primeiro livro de Reis, sobre a construção, a saída, e viagem da frota dos judeus, junto à frota dos Fenícios, refere-se unicamente ao Rio Amazonas. 

As viagens repetiam-se de três em três anos; as frotas gastaram um ano entre os preparativos e a viagem de ida e volta, e ficaram durante dois anos no Alto do Amazonas, para organizar a procura do ouro e das pedras preciosas. Estabeleceram ali diversas feitorias e colônias e ensinaram aos indígenas a mineração e a lavagem do ouro pelo sistema dos Egípcios, descrito por Diodoro minuciosamente no livro 3. Ali, no alto Amazonas, exploraram as regiões do rios Apirá, Paruassu, Parumirim e Tarchicha. No livro dos Reis, está bem narrada quantos quilos de ouro Salomão recebeu da região.

Para Thoron, Parvaim é pronúncia alterada de Paruim, porque o antigo alfabeto latino confundia o v e o u; o iod é a vogal i, muitas vezes se lia com a pronúncia de ai em hebraico. No texto hebraico, o ouro de Parvaim está escrito Zahav-Paruim (II Crônicas, 3:6-22); no texto grego da Septuaginta, acha-se igualmente Paruim. A terminação hebraica im indica o masculino plural. E vem acrescentado a Paru, porque, efetivamente, existem na bacia superior do Amazonas, no território oriental do Peru, dois rios auríferos, um com o nome de Paru (e conhecido como Rio Puru), outro com o de Apu-Paru (Apu-Puru) e ambos se confundem depois com o Ucayali, um dos grandes afluentes do Amazonas. Os dois rios de nome Paru fazem, no plural, o Paruim dos hebreus. E mais: os rios Paru e Apu-Paru descem da província de Carabaia, a mais aurífera do Peru, estando aí a rica região de Parvaim. Quando o Rei David morreu deixou a Salomão para a construção do templo, 7.000 talentos de prata e 3.000 de ouro de Ofir.

No Livro I dos Reis, Capítulo 10, versículo 2, o nome Ofir está escrito em hebraico de dois modos: Apir e Aypir, e, no Capítulo 9, versículo 28, se escreve Aypira (Ophira), que é o nome mal pronunciado de Japurá, afluente do Amazonas ou Solimões. As deduções de Thoron são tiradas com o apoio da filologia, com base em seu conhecimento do quíchua. Aypira é Japurá em consequência de uma permuta de letras. Em quíchua yura, folhagem, é em basco urya; vaso, em quíchua, é kirau e, em caldaico, kiura, etc. Assim, pelos exemplos de permutas e de substituições de vogais, que não alteram a significação das palavras, de Aypira (Ophira) da Bíblia teria vindo do nome do rio Japurá.

Para identificar a Tarshish bíblica, que aparece no Livro I dos Reis 10:22, Livro II das Crônicas 20:36 e 9:21, Jeremias 10:9, Ezequiel 27:12, Isaías 23:1, Jonas 1:3, Thoron, faz análise etimológica do topônimo e decompõe a palavra Tarshish. Para ele, foi a alta Amazônia que no tempo de Salomão recebeu o nome de Tarshish, cuja etimologia, em língua quíchua, origina-se de Tari, “descobrir”, chichy, “colher ouro miúdo”. Logo, Tarshish é, o lugar onde se descobre e colhe o ouro miúdo.

Segundo Thoron, a frota salomônica fora forçada a abandonar Ofir e Parvaim, tendo se dirigido para a região da Alta Amazônia, onde o ouro era mais abundante; região essa que no tempo de Salomão recebeu o nome de Tarshish.

O próprio nome ‘Solimões’ teria sua origem no nome do sábio Rei Salomão, cuja forma popular era Solimão. Onffroy de Thoron afirma que Solimões é o nome alterado (corruptela) de Salomão, dado ao rio pelas frotas do rei. Em hebraico Salomão é Shlomo e em árabe Soliman. Dizem as crônicas dos primeiros dias do Brasil, que a oeste do Pará havia uma imensa tribo com o nome de Soliman. Os portugueses costumam mudar o n final na vogal o, sendo assim Solimão. O Jesuíta Penaforte também falou em sua obra sobre a vinda dos Hebreus a Amazônia a procura dos materiais para construção do Templo de Salomão.
 

A fragilidade das coincidências linguísticas ou fonéticas pode até despertar suspeita, mas argumentar que elas sejam pura casualidade é adotar uma postura simplista e intransigente.

Sendo verdade, é claro que as informações sobre o local, as minas, os povos e as rotas de navegação estariam bem documentadas nos arquivos de Salomão. Por tanto, os templários poderiam ter encontrado esses registros quando estiveram em Jerusalém no local do templo, quando da formação de sua Ordem. 

Cristóvão Colombo, um cristão novo, deixa claro, em seu profético livro, que achar as terras do Rei Salomão e fundar um reino cristão universal era sua missão. Em seu diário de descoberta, ele diz que as tão procuradas minas, cujo ouro construiu o Templo, ficavam em Vernágua (Panamá).

Ao final do reinado de Salomão, assumiu o trono do Egito Chechonk, que não era seu aliado. O Salomão tentou destronar Chechonk e este vingou-se já no reinado Roboão, filho de Salomão, dividindo o reino em dois e levando a maior parte do ouro amazônico para o Egito, além de 4 escudos de ouro que pesavam 5 quilos, cada. Ele mandou colocar no templo de Karnak, uma grande lápide, na qual é narrada a guerra e são enumeradas as peças de ouro que o vencedor trouxera. Assim vieram para o Brasil egípcios enviados pelo faraó usurpador, para trabalharem nas minas de ouro. A admiração e necessidade dos egípcios por ouro é fato, basta ver quantos artefatos haviam com Tutanhkamon.


Índios das Américas descendentes de Hebreus

Manasse ben Israel, um rabino de Amsterdam – o mesmo que havia convencido Oliver Cromwell a permitir que os judeus retornassem para a Inglaterra, após terem sido banidos do país quatro séculos antes – em seus encontros com Antônio de Montezinus, um cristão novo, convenceu-se que os índios americanos constituem algumas das Dez Tribos Perdidas de Israel. Pois, ele ouviu de Montezinus que em 1642, quando esse havia se embrenhado nas florestas montanhosas do Equador, encontrou quatro índios que o saudaram com “Shema Yisrael”, e ele afirmava que falara com eles em hebraico e que diziam ser das Tribos Perdidas de Reuven e Levi.

Em 23 de dezembro de 1649, ele escreveu numa carta para John Drury: “Acredito que as Tribos Perdidas de Israel viveram não apenas lá na América, como também em outros países espalhados; nunca voltaram ao Segundo Templo, e mantêm até hoje a religião judaica, dizendo que todas as profecias que falam sobre a volta ao solo nativo devem ser cumpridas.”


A menorá encontrada na América do Sul

Um jornal de Israel publicou um artigo (Maariv, 31 de dezembro de 1974), dizendo o seguinte:

“Em 1587, o jesuíta Nicholas Delttsu foi enviado à América do Sul pelo rei da Espanha, a fim de converter os índios. Na Argentina, encontrou uma tribo com nomes hebraicos: Abraham, David, Moshê, etc. Quando lhes perguntou se eram circuncidados, responderam: ‘Sim, da mesma maneira que nossos ancestrais.” Na mesma região foram encontradas facas de pedra, usadas para circuncisão’.”

Também foi achada de uma tribo na Argentina, relacionada aos Incas do Peru, uma tábua de pedra em que estavam gravados três mandamentos: “Não roubar – Não mentir – Não matar.” Eruditos concluíram que estes mandamentos originam-se dos Dez Mandamentos de Moshê e existiam centenas de anos antes dos espanhóis chegarem.

Em 1974, na mesma área, pedras redondas foram encontradas com uma menorá hebraica (candelabro com sete braços de Israel antigo) sobre a pedra, e no lado estava escrito em aramaico: Pascha (Pêssach). O aramaico é um idioma antigo que os israelitas falavam e isso, por si só, significa muito velho.

Alguns metros adiante foi encontrada uma pedra comprida no formato de um tijolo, com um entalhe de um barco (o emblema da tribo de Zevulun é um navio) com a palavra Tziporá (o nome da esposa de Moshê) escrito sobre a pedra. Isso significa que eles aqui chegaram de barco? Eruditos acreditam que o desenho tenha 3000 anos de idade.


O dilúvio


Em 1900, o Jesuíta Penaforte, publicou uma obra sobre o Brasil pré-histórico, em que tentou encontrar a chave para as origens do Brasil. Ele partiu da teoria de missionários das companhias de Jesus que acreditavam que as populações que aqui viviam haviam se iniciado após o dilúvio. Os nossos indígenas também relataram aos jesuítas sobre o dilúvio, o que, aliás, parece ser tema comum entre todos os povos da Terra.

O autor supunha que o primeiro a ter se estabelecido no Brasil seria Ofir, filho Joctã descendente de Sem, filho de noé. Joctã, após povoar a Índia teria passado para América pelo Peru. Ofir em Hebraico seria “fim”. A América pode não ter seu nome derivado de Américo Vespucci. Para o hitoriador José Pedro Machado é inequívoco ao apontar como origem do topônimo “América” o prenome do navegador italiano Américo Vespúcio.

Segundo ele, o termo já aparece na obra Cosmographiae introductio, de 1507, de autoria de Martin Waldseemüller, em que, ao lado de cartas escritas por Vespúcio, consta um mapa no qual as terras do nordeste brasileiro – cuja descoberta Waldseemüller erroneamente atribuiu a Vespúcio – estão indicadas como Americi Terra vel America (do latim “Terras de Américo ou América”).  Sua origem dessa designação pode estar em tempos imemoriais, tendo suas raízes no grego o seu significando seria de um país muito longe. Essa poderia ser então uma referência a última região desconhecida do mundo.

A tribo Javaeh/Javaé, cujo nome seria uma corruptela de Yaveh, habita a ilha de bananal no Tocantins e fala a língua iny. São um dos poucos que sobreviveram na antiga capitania de Goiás. Os membros dessa tribo ostentam uma tatuagem que simboliza o rito da circuncisão (ao menos até o momento em que o autor realizou a pesquisa). Eles permaneceram mais isolados do que os outros povos indígenas, se autodenominando o povo de fora e também “O Povo do Meio” (Itya Mahãdu), pois acreditam que vivem em um plano intermediário do cosmos, situado entre o nível inferior ou subaquático (Berahatxi) – a origem da humanidade – e o nível superior ou celeste (Biu) – o destino ideal após a morte. Além disso, concebem a si próprios como um povo étnico único diferentes dos outros índios. Denominam o lugar onde vivem como Iny òlòna1 , “o lugar de onde surgiram (ou saíram de baixo) os humanos”, ou Ijata òlòna, “o lugar de onde surgiram as bananas”, em razão de um grande bananal nativo, cuja origem é atribuída aos parentes míticos do ancestral Tòlòra, ao lado do atual Lago do Bananal.

Penaforte acredita numa origem hebraico/fenícia dos índios passes (do aramáico Paská, do hebraico passakh e do grego Paska) que significa passagem, que se espalhou ou passou além. Ele também via afinidade da linguá tupi com o hebraico, o antigo grego e o sânscrito. Consta que a grande nação Passé viveu ao sul do rio Jaupery, afluente do Branco, afluente do Negro. Os Passé aliaram-se mais tarde aos portugueses, tomando parte da fundação de um povoamento que originou Manaus (diz-se que o nome seria em homenagem ao povo Manaós). Muito numerosos à época.

Sabia-se existir no Brasil antigo apenas duas nações de índios brancos, a Passé e das Amazonas, sendo provável que as duas tenham a mesma origem. A nação das mulheres guerreiras acabou virando lenda, pensasse que sua origem tenha sido nos Andes. Eram altas e muito alvas. Ao descerem do Peru, teria se separado mantendo contato apenas para procriação. Esta desapareceu após a expedição espanhola ao Rio-Mar, como muitas outras nações indígenas. Esse grupo, talvez venha justificar a tese do parentesco com os povos oceânicos, conclui o antropólogo Arthur Ramos.

Continua…

Link do artigo 2:https://conexaopolitica.com.br/coluna/serie-historia-do-brasil-o-mito-fundador-do-brasil-2/ 


Bibliografia:
Italianos no Brasil: “andiamo in ‘Merica-” – Franco Cenni

Canal do Youtube “Histórias Secretas” (https://www.youtube.com/watch?v=sB50pARuLPM&list=PL6wgHuVJlmABevFCISuT74QWRKJRTLEfl&index=3)
Presença judaica na toponímia brasileira: Brasil, origem e mistérios – Jane Bichmarcher de Glasman
O Grande Amazonas – Mitologia, história e Sociologia, Mendonça de Souza
A recepção da antiguidade nas inscripções e tradições da América Prehistórica de Bernardo de Azevedo da Silva Ramos – Tese de Doutorado de Guilherme Dias da Silva
Viagem dos Navios de Salomão ao Rio das Amazonas (Voyage de Vaisseaux de Salomon au fleuve des Amazones) – Onffroy de Thoron – Câmara de Manaus, Annaes e Bibliotheca de Archivo Público, 1876.
Documentário: As cidades perdidas de Yonaguni
http://www.ishindo.org.br/yonaguni-a-cidade-perdida/
The Lost Continent of Mu: Motherland of ManJames Churchward
Os fundamentos da Geografia da Natureza – Ross, Jurandyr Luciano Sanches.
Geografia do BrasilJurandyr Luciano Sanches Ross, Ariovaldo Umbelino de Oliveira, Francisco Capuano Scarlato, José Bueno Conti e Sueli Angelo.
Origem e evolução – Embrapa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_de_gargalo
Diários da descoberta da América – Cristóvão Colombo
https://www.vinhosdoalentejo.pt/pt/vinhos/historia-dos-vinhos/
http://shemaysrael.com/as-dez-tribos-perdidas/
https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/639640/jewish/Equador.htm
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Java%C3%A9
Índios Tupi-Guarani na pré-história: suas invasões do Brasil e do Paraguay – Moacyr Soares Pereira
http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/D5E8A81D-3048-313C-2E95F5D90D18D946/mes/Fevereiro1993
Conquista Espiritual feita pelos religiosos da Companhia de Jesus nas Províncias do Paraguai, Paraná, Uruguai e Tape. – Pe. Antônio Ruiz de Montoya
Índios e Jesuitas no tempo das Missões – Maxime Haubert
História do Brasil – 3. Francisco Adolfo de Varnhagen, 
A cidade de Salvador – Aspectos seculares – Alberto Silva
Un viaje fascinante por la America Hispana del siglo XVI – Fray Diego de Ocaña
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Segredos e revelações da história do Brasil – Gustavo Barroso