Ricardo Salles vai ao Pantanal acompanhar combate ao fogo

Nesta última quinta-feira (24), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve no Pantanal de Mato Grosso para acompanhar de perto o trabalho dos brigadistas que tentam controlar os focos de incêndio que atingem a região.

Imagem: Divulgação

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Através das redes sociais, o titular da pasta do Meio Ambiente publicou um vídeo reconhecendo o trabalho realizado pelas equipes.

“Estamos aqui acompanhando o trabalho dos brigadistas do IBAMA e do ICMbio, aqui no Pantanal, no Mato Grosso, próximo à cidade Poconé. Trabalho difícil que requer técnica, perseverança e os nossos brigadistas trabalhando fortemente com muita garra para acabar com esses incêndios. Estão as aeronaves também aqui, viaturas e centenas de brigadistas do governo federal junto às Forças Armadas e também com a ajuda do Corpo de Bombeiros do estado do Mato Grosso”, disse o ministro.

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Segundo a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), o governo federal contratou 3,3 mil profissionais para reforçar a atuação do IBAMA e do ICMBio, contingente de 507 profissionais a mais em relação ao ano passado, um efetivo 50% maior em relação aos últimos 5 anos.

Prevenção 

Durante a live semanal, realizada toda quinta-feira pelo presidente da República nas redes sociais, Bolsonaro e Salles esclareceram o que vem ocorrendo na região e ressaltaram as medidas que estão sendo tomadas pelo Executivo.

Segundo o ministro, durante os últimos dois anos foram adotadas uma série de políticas de maneira equivocada. Como, por exemplo, a não utilização do “fogo frio”, uma forma de prevenção em que coloca-se fogo de propósito numa área, de forma controlada, para diminuir a quantidade de matéria orgânica, como resto de folhas e galhos. Como isso não foi feito por dois anos, diz o ministro, o material seco se acumulou e o resultado estamos vendo agora: fogo numa proporção muito difícil de controlar.

Outra ação negativa destacada por Ricardo Salles foi a perseguição ao pantaneiro que ocorreu no Mato Grosso. Ele afirma que o pantaneiro é um produtor rural da região que atua como um colaborador, visto que a pecuária ajuda também a diminuir a matéria orgânica. Durante a pastagem, o gado come o capim e com isso não deixa acumular a matéria orgânica que viraria combustível para o fogo, defende o ministro.

Outro problema enfrentado pelo Brasil no combate ao fogo, na visão do ministro do Meio Ambiente, é a existência de uma enorme resistência dos órgãos ambientais de autorizar o uso bloqueador de fogo, que tem uma composição química parecida com o fertilizante, utilizado na proporção de 100 litros de água para 1 litro de bloqueador, formando uma mistura que é despejada pelos aviões para combater o incêndio.

O bloqueador é um retardante de fogo, que torna o despejamento de água cinco vezes mais eficaz. “Durante muito tempo não se deixou usar o produto por uma questão evidentemente ideológica. O mundo inteiro usa o bloqueador de fogo, Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão, só aqui que foi postergado”, disse Ricardo Salles, que lembrou ainda de um artigo publicado na semana passada pelo jornal inglês The Guardian, descrevendo que na Califórnia, um dos motivos pelos quais está ocorrendo incêndio de tão grande proporção é que o governo local, do Partido Democrata, portanto de esquerda, não permitiu o uso preventivo do fogo.