“O Partido Republicano está se unindo agora mais do que nunca para proteger a América da agenda socialista”, diz consultora jurídica de Trump

A próxima luta pela nomeação da Suprema Corte está unindo o Partido Republicano em torno do presidente Trump antes da eleição de novembro como poucas questões poderiam.

Até mesmo o senador Mitt Romney, um republicano de Utah e crítico frequente de Trump, anunciou na terça-feira (22) que apoiaria a votação do indicado de Trump para a Suprema Corte.

A esquerda americana (Democratas) também está motivada a manter um conservador fora da cadeira vaga da juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu na sexta-feira (18) aos 87 anos após uma batalha contra o câncer. Seus esforços para derrubar o indicado de Trump também podem forjar a unidade entre os republicanos, conforme eles reagem às táticas implacáveis ​​que provavelmente serão empregadas para manter a vaga aberta no caso de o candidato democrata à presidência, Joe Biden, vencer Trump.

“Os republicanos estão unidos ao Presidente dos EUA quanto ao preenchimento da vaga na Suprema Corte o mais rápido possível. Os democratas estão fazendo com que os republicanos se levantem”, disse o estrategista republicano Bradley Blakeman.

Espera-se que Trump anuncie na noite de sábado sua escolha para suceder Ginsburg. Ele disse que provavelmente escolherá uma mulher, e os favoritos são a juíza Amy Coney Barrett e a juíza Bárbara Lagoa.

Barrett deverá enfrentar perguntas hostis sobre sua fé religiosa por parte da esquerda, que questionam sua capacidade de defender a separação entre Igreja e Estado. “O dogma vive alto dentro de você”, disse a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia, em uma audiência de confirmação para o Tribunal de Apelações do 7º Circuito dos EUA.

A unidade não será totalmente unânime, no entanto. Dois republicanos de centro que tentam ganhar votos cruzados democratas em estados de maioria esquerdista terão dificuldade em se alinhar com Trump na escolha de um juiz conservador. A senadora Susan Collins, uma republicana do estado de Maine que enfrenta uma dura luta pela reeleição, está nesta categoria. Ela disse que não apoiará um candidato antes da eleição. O outro é o governador de Maryland, Larry Hogan, que ao contrário de Collins, não tenha direito a voto.

A senadora Lisa Murkowski, uma republicana do Alasca que retornou ao Senado em uma eleição geral depois de perder as primárias do Partido Republicano, também expressou oposição à Câmara em escolher um indicado de Trump neste ano. Mas ela não descartou votar no indicado. Os republicanos têm uma maioria de 53 contra 47 no Senado e podem permitir três deserções com o voto de desempate do vice-presidente Mike Pence.

Mas essas são exceções em um partido que em grande parte vê com bons olhos Trump, aproveitando a oportunidade para instalar uma maioria conservadora de 6-3 na mais alta corte do país.

“O Partido Republicano está se unindo agora mais do que nunca para proteger a América da agenda socialista da esquerda radical, e a confirmação do terceiro candidato do Presidente Trump fará crescer uma maioria conservadora para proteger a grande promessa da ‘América de Liberdade e Justiça’ para todas as décadas vindouras”. disse Jenna Ellis, consultora jurídica sênior da campanha de Donald Trump.