O Massacre de Katyn – Um assassinato em massa que ilustra a essência do comunismo

A história do Massacre de Katyn, também conhecido como Massacre da Floresta de Katyn, ilustra a essência do comunismo. Ilustra tanto a violência inevitável quanto a mentira inerente que forma a eterna alma do comunismo. É a história de um assassinato em massa, negado pelos soviéticos há decadas.

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O Massacre de Katyn, foi uma execução em massa ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial contra oficiais poloneses prisioneiros de guerra, policiais e cidadãos comuns acusados de “espionagem e subversão” pelo Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia secreta soviética, comandada por Lavrentiy Beria, entre abril e maio de 1940, após a rendição da Polônia à Alemanha Nazista.

Em 23 de agosto de 1939, Joachim von Ribbentrop, Ministro das Relações Exteriores do Terceiro Reich, foi a Moscou. Junto a Vyacheslav Molotov, o Comissário do Povo para as Relações Exteriores da União Soviética, eles assinaram um pacto bilateral de não agressão. Um protocolo secreto, anexado a este documento, incluía um plano para a partição da Polônia pelo Terceiro Reich e pela União Soviética. Os piores temores se concretizaram – os vizinhos orientais e ocidentais da Polônia decidiram tirar a liberdade dos poloneses novamente. Pelo preço de benefícios territoriais aparentemente menores, Hitler recebeu uma garantia da neutralidade de Moscou no conflito militar que se aproximava com o Ocidente.

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Em  17 de setembro de 1939, apenas 17 dias após a invasão alemã, os soviéticos atacaram a Polônia pelo leste e a dividiram de acordo com o Pacto nazi-soviético Ribbentrop-Molotov. O Exército Vermelho encontrando pouca resistência das unidades do Corpo de Proteção de Fronteiras e algumas unidades militares, ocupou cada vez mais cidades em ritmo acelerado.

A prioridade dos dois invasores era erradicar a elite polonesa. Por causa das “facadas pelas costas” sem o apoio de aliados, foi tomada a decisão de evacuar para o exterior as mais altas autoridades da República da Polônia. Ao mesmo tempo, o comandante-chefe polonês emitiu uma diretiva pouco clara ordenando que as tropas fossem para a Hungria ou Romênia e evitassem lutar contra o Exército Vermelho. No entanto, algumas unidades e guarnições polonesas decidiram tomar parte em batalhas desiguais contra o agressor – mas dada a enorme desproporção, o desastre era inevitável. O Estado polonês independente foi eliminado e seu território foi confiscado pelo Terceiro Reich e pela União Soviética.

Após a agressão à Polônia, os soviéticos levaram cativos ou prenderam de 240 a 250 mil poloneses, incluindo cerca de 10 mil oficiais do Exército polonês. Ao contrário de todas as convenções internacionais, eles entregaram os prisioneiros aos serviços de segurança do NKVD.

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Três campos especiais foram criados: em Starobielsk e Kozielsk – para oficiais, altos funcionários do estado e militares, e em Ostashkow – principalmente para soldados do Corpo de Proteção de Fronteiras e oficiais da Polícia Estadual, inteligência e contraespionagem, Guarda Prisional e Guarda de fronteira. No final de novembro de 1939, um total de mais de 14,5 mil prisioneiros de guerra poloneses estavam nesses campos. As condições eram difíceis – superlotação, falta de água e comida. Cada um dos prisioneiros foi questionado sobre suas opiniões políticas, posição profissional, bens, até mesmo associações com países estrangeiros e habilidades em línguas estrangeiras. A rede de informantes forneceu informações sobre a vida no acampamento. Muitos meses de interrogatório e doutrinação dos prisioneiros produziram pouco efeito. Apenas alguns cederam. A grande maioria não, manifestando abertamente seu patriotismo.

Nas últimas semanas de 1939, os oficiais do NKVD aceleraram a investigação. Seus arquivos foram encaminhados ao Conselho Especial, cuja tarefa era decidir sobre o destino dos prisioneiros de guerra e prisioneiros do NKVD.

Através de um pedido oficial de Beria, datado de 5 de março de 1940, o líder soviético Josef Stalin e quatro membros do Politburo aprovaram o genocídio e o NKVD assassinou quase 22 mil cidadãos poloneses (21.768 é o número mínimo identificado). Assassiná-los foi um ataque ao “polonês” e à nação polonesa; teve como objetivo impedir que um Estado polonês soberano fosse reconstruído.

As vítimas foram executadas na floresta de Katyn, na Rússia, em prisões em Kalinin e Kharkov e em outros lugares próximos. Do total de mortos, cerca de 8 mil eram militares prisioneiros de guerra, outros 6 mil eram policiais e o restante dividido entre civis integrantes da intelectualidade polonesa – professores, artistas, pesquisadores, historiadores, etc – presos sob a acusação de serem sabotadores, espiões, latifundiários, donos de fábricas, advogados, funcionários públicos perigosos e padres.

Eles foram mortos um por um, com as mãos amarradas com arame, baleados na nuca. Os soviéticos encheram as covas e plantaram pinheiros sobre elas. O solo da floresta de Katyn enterrou todos os vestígios do crime.

De maneira semelhante aos soviéticos, desde o início da guerra, os alemães haviam cometido numerosos massacres de intelectuais poloneses. Em 1941, os antigos aliados romperam, e a Alemanha invadiu a Rússia. E em 1943, os alemães descobriram as valas comuns e decidiram usar o massacre de Katyn para afastar o ocidente dos Soviéticos.

Apesar de evidências concretas provando que eram os culpados, os soviéticos negaram o crime e as potências ocidentais optaram por ignorar a atrocidade.

Churchill disse: “Não adianta rodear morbidamente túmulos de três anos”

Quando a guerra terminou, a Polônia não estava livre – o horror do nazismo foi substituído pelo comunismo. As mesmas pessoas que invadiram e brutalizaram a Polônia, aquelas que ordenaram as execuções em Katyn, agora se autodenominavam libertadoras e reescreveram a história de seus muitos crimes. E embora uma mentira tenha sido imposta por 50 anos, os poloneses se recusaram a deixar a verdade morrer.

A verdade é uma ameaça existencial ao totalitarismo e, no final, nos levou à nossa liberdade.

Portanto, se alguma vez a sua liberdade estiver em perigo e alguém tentar convencê-lo de que 2 + 2 é 5, proclame, ou pelo menos lembre-se, que 2 + 2 é, na verdade, sempre quatro.

Assista ao vídeo sobre o Massacre de Katyn, narrado em Português.

Fonte: Instituto de Varsóvia.