Novas estatísticas sugerem que 2020 será o ano com o maior número de abortos já registrado na Inglaterra e País de Gales

Novas estatísticas divulgadas pelo Departamento de Saúde e Assistência Social britânico nesta última quinta-feira (10) sugerem que 2020 será o ano com o maior número de abortos já registrado na Inglaterra e no País de Gales.

Os números de janeiro a junho de 2020 mostram que 109.836 abortos foram realizados no primeiro semestre deste ano; 4.296 a mais que em 2019 no mesmo período.

Estatísticas recém-divulgadas de 2019 mostraram o maior número de abortos registrados na Inglaterra e no País de Gales, com 209.519 realizados durante todo o ano. Da mesma forma, as estatísticas da Escócia revelaram recentemente que o Reino Unido teve a segunda maior taxa de aborto já registrada em 2019.

O aumento significativo nos números coincide com a introdução, pelo governo, do polêmico esquema de aborto caseiro “faça-você-mesmo” (DIY, em Inglês), implementado em 30 de março, com o uso de pílulas abortivas. O The Mirror relatou recentemente que cerca de 90.000 mulheres usaram o serviço de aborto DIY durante a quarentena de covid-19, embora nenhuma fonte tenha sido fornecida para comprovar esses números. No entanto, as novas estatísticas mostram que após as medidas restritivas contra a covid-19 e a introdução do serviço, o mês de abril teve 4.500 abortos a mais em comparação com o mesmo mês de 2019.

Segundo a medida temporária britânica, o limite legal para aborto em casa é de 10 semanas, porém, questões foram levantadas sobre quais verificações e como estas estariam sendo feitas para garantir que a lei não seja violada.

O governo britânico anunciou que vai lançar uma consulta sobre o fim desta medida, mas também disse que tem planos para tornar o aborto “faça-você-mesmo” (DIY) um dispositivo permanente no Reino Unido.

Apesar das estatísticas mostrarem que os abortos estão ocorrendo mais cedo, o fato é que, por haver um esquema de receber pílulas abortivas pelo correio, não há como verificar a idade dos bebês não-nascidos que estão sendo abortados.

Essas estatísticas indicam que o governo britânico necessita reavaliar e reverter este “serviço” oferecido que está levando milhares de inocentes à morte.