Enfermeiro denuncia aumento de infecções por Covid-19 em profissionais do Samu de Feira de Santana

O enfermeiro Edklércio Gomes, presidente do Instituto de Defesa da Dignidade Humana, denunciou, nesta quarta-feira (17), o aumento no número de contaminações por Covid-19 nos profissionais que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Feira de Santana.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o enfermeiro solicita que o prefeito da cidade, Colbert Martins (MDB), abra uma sindicância para apurar as denúncias referentes ao Samu.

“Os índices só aumentam. As infecções por Covid-19 estão a todo vapor. Todos os dias temos profissionais infectados e o senhor se cala e se esconde atrás do gabinete. Não é assim que se gere com responsabilidade o município”, diz o enfermeiro, no vídeo.

O mesmo profissional já denunciou outras vezes que macacões descartáveis estariam sendo reutilizados pelos profissionais de saúde e que os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) estariam sendo descartados de forma irregular.

Procurada pelo BNews, a coordenadora do Samu de Feira de Santana, Maiza Macedo, afirmou que não procede a informação de que “infecções de Covid-19 estão a todo vapor” entre os servidores do órgão. 

“Atualmente, são dois profissionais infectados e um outro aguardando resultado de exame. Não há que se falar em uma incidência elevada, graças a Deus, no Samu de Feira de Santana, mas um número alto de infectados em equipes de atendimento médico em equipamentos desse nível, em um período de pandemia viral, pode acontecer e, infelizmente, se registra em algumas grandes cidades”, pontuou.

Segundo ela, o Samu em Feira trabalha para que o menor número de profissionais seja infectado. “O serviço dispõe de todos os EPI’s necessários e treinamentos para o atendimento de pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. O órgão apresenta um quadro sob controle e assim esperamos manter até o fim desta grande crise”, ressaltou.

A coordenadora diz ainda que o atendimento e a operação das equipes do Samu seguem os protocolos dos órgãos oficiais no Brasil e no mundo. “Buscamos cumprir o que preconizam o Ministério da Saúde e os órgãos de Vigilância em Saúde”, concluiu.

Veja vídeo da denúncia: