Empresários de Feira de Santana pedem reabertura do comércio “com segurança” e temem retrocesso de 10 anos

Um grupo de empresários de Feira de Santana, localizado a cerca de 100 km de Salvador, se reuniu nesta terça-feira (26) para discutir formas de conciliar a saúde e a economia da cidade. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luís Mercês, a economia pode retroceder em dez anos.

Na oportunidade, eles participaram do programa Acorda Cidade e destacaram que descuidar da economia e dos empregos vai afetar gravemente a cidade durante e após a pandemia. Mercês explicou que não trabalhar neste momento de pandemia é a pior escolha que existe.

“A gente tem que chamar o prefeito, todas as pessoas que são pessoas inteligentes para achar um jeito da gente não cair nessa cilada e passar fome, isso é mais grave do que qualquer coisa”, ressaltou. 

De acordo com o Acorda Cidade, o empresariado quer que seja feito um Plano de Ação para que todos os estabelecimentos funcionem com adoção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s), uso de álcool em gel, maior cuidado com a limpeza e evitar aglomerações e fiscalização dessas ações. 

Marcos Silva, vice-presidente do Sindicato Patronal, informou que estudos apontam que aproximadamente 20 mil pessoas já estão desempregadas e que o número ainda deve aumentar.

Além disso, eles pediram para a população não enxergar os empresários como pessoas “gananciosas e ruins”. O empresário Nilton Caribé afirmou que  toda a sociedade vai sofrer com as atividades econômicas paradas.