Uma mulher utilizou as redes sociais para denunciar que, alegando falta de suporte, o Hospital de Campanha de Feira de Santana teria se negado a receber o marido dela. Cláudio Lima está infectado pelo coronavírus e possui comorbidades como hipertensão e diabetes. Desde sábado (13), ele está internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Queimadinha.

Regina Silva diz que o quadro do marido é grave. Com muita falta de ar e dores no tórax, ele está bastante debilitado. Os primeiros sintomas surgiram no domingo passado (7), quando o casal procurou a UPA da Mangabeira. No entanto, Cláudio teria sido destratado por funcionários da unidade de saúde e só teria conseguido a regulação para um hospital de Salvador, fatores que o fizeram voltar pra casa. 

Os sintomas pioraram muito e, após insistir no atendimento, ele foi internado na UPA da Queimadinha. Lá, foi solicitada a regulação para o Hospital de Campanha de Feira de Santana. 

“Hoje [domingo] de madrugada, fui informada que ele não poderia ir para o Hospital de Campanha porque o hospital disse que não tinha suporte pra pacientes como ele. No entanto, após mexer meus pauzinhos, fui avisada que ele será transferido ainda hoje para lá. Que trabalho é esse realizado lá? É só de fachada? Só consegue internação através de contatos políticos?”, questionou Regina.

Ela reclama que vê a publicidade da prefeitura de Feira de Santana nos meios de comunicação enaltecendo a unidade hospitalar, mas sentiu que a realidade é outra. “Acho um descaso essa situação porque quando surgem pacientes com quadros mais graves de coronavírus eles querem mandar pra Santo Antônio de Jesus, Salvador, Vitória da Conquista. Pra que serve o hospital de Campanha de Feira de Santana então? Não pedimos pra adoecer, não”, opinou.

Outro lado

A Secretaria de Saúde de Feira de Santana declarou que a transferência de Cláudio será realizada a qualquer momento ainda neste domingo. “Não procede, absolutamente, a versão de que ele não foi transferido para o Hospital de Campanha por haver qualquer deficiência neste equipamento. A regulação é feita de acordo a disponibilidade de vagas nos hospitais de elevada complexidade, não havendo a possibilidade de atender ao ‘gosto do cliente’, como acontece nas relações comerciais”, destacou a administração municipal. 

“O paciente foi regulado para um bom hospital em Salvador e não quis ser transferido. Agora, quando ele novamente necessitou de atendimento, foi mais uma vez assistido e regulado”, acrescentou a Secretaria.