Abertos, mas sem pacientes: hospitais de campanha do Rio de Janeiro viram unidades fantasmas

Montados para receberem pacientes com covid-19, os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, estão sem pacientes internados.

Enquanto o ex-secretário estadual de Saúde do governo Witzel, Edmar Santos, começa a abrir o jogo em delação ao Ministério Público Federal (MPF), as duas unidades seguem abertas por força de decisão judicial.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES), as estruturas permanecem abertas, com plantão de 15 profissionais da área de saúde, para atender os pacientes, “o que não se revelou necessário até o momento em função dos baixos índices de ocupação e por haver vagas disponíveis para atendimento de covid-19 na rede regular de saúde”.

No dia 29 de julho, o atual secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet, anunciou a decisão da pasta de desmobilizar os hospitais de campanha. No dia 5 de agosto, as unidades de Duque de Caxias, de Nova Iguaçu e de Nova Friburgo foram desativadas.

No entanto, decisão judicial impediu o fechamento das unidades Maracanã e São Gonçalo. A pasta informou que está recorrendo a instâncias superiores para derrubar as liminares judiciais vigentes.

“Esses hospitais de campanha não funcionam de portas abertas, não tem como um cidadão chegar lá e ser atendido. Eles só receberão pacientes se o estado encaminhá-los para lá. O que não tem sido feito. E é justamente o que estamos cobrando. Já que se montou essas unidades, o encaminhamento dos doentes com Covid-19 desafogaria as outras unidades que já estão em funcionamento para não Covid. Até para ajudar a acelerar as cirurgias eletivas e o tratamento de outras enfermidades”, afirma a defensora pública Luíza Maciel, responsável pela ação que pede a permanência do atendimento na unidade de São Gonçalo.

No estado do Rio de Janeiro estava previsto o funcionamento de sete hospitais de campanha. Dois deles, as unidades de Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes, tiveram a montagem interrompida no início de julho.

Os hospitais de Nova Friburgo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu estavam funcionando como retaguarda para o caso de aumento da demanda. Apenas os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo entraram em funcionamento recebendo pacientes.

Com informações, Agência Brasil.